Nessa quinta-feira estreia A Queda 2: No Limite. O filme chega com o grande peso de repetir o sucesso de A Queda, lançado em 2022.
O primeiro filme fez muito sucesso pela boa tensão e pela sensação de estar no alto de uma torre de TV abandonada. O problema é que esse novo filme não consegue, nem de longe, causar a mesma sensação, e os efeitos acabam deixando tudo mais artificial.
Nesse filme, acompanhamos Jax Hunter (Harriet Slater) e Luce (Arsema Thomas). Elas querem atravessar uma montanha na Tailândia, considerada uma das travessias mais perigosas do mundo. Para isso, contratam um guia, mas um acidente acontece, fazendo com que ambas precisem lutar pela própria vida.
Na onda do sucesso do primeiro filme
Quem assistiu ao primeiro filme, ou mesmo quem não assistiu, provavelmente ouviu falar de A Queda ou viu alguma cena nas redes sociais. O longa furou a bolha, e não era difícil abrir alguma rede social e encontrar cenas ou edições feitas com imagens do filme.
Esse novo filme pega essa onda, mostra como o primeiro longa fez sucesso nas redes sociais e usa isso como um dos motivos principais para a trama.
Logo no começo, conhecemos Jax, que é irmã de Becky, uma das personagens do primeiro filme. A irmã ficou bastante famosa, mas Jax não queria saber da história dela e queria apenas ficar em paz.
Pelo menos é o que ela demonstra durante os primeiros minutos. O filme mostra o tempo todo como Jax muda de ideia e até de personalidade muito rapidamente. Acho que o roteiro é o grande culpado por isso.
Com essa mudança de postura, Luce chama Jax para realizar uma das travessias mais perigosas do mundo. Jax aceita, mesmo que poucos minutos antes não quisesse saber de nada que tivesse alguma ligação com a irmã.
Um CGI duvidoso
Para fazer a trilha, elas contratam o guia John Platt (Tom Brittney), que alerta sobre os perigos do percurso, mas aceita levá-las mediante pagamento.
No trajeto até o início da trilha, temos uma visão da montanha, mas o CGI é bastante desconfortável em vários momentos, principalmente nas cenas noturnas.
Sempre que a montanha aparecia, o CGI me parecia muito estranho. O primeiro filme apresentava efeitos mais próximos do real do que este.
O perigo não é só a montanha
Uma grande diferença, e que acredito ter sido um bom acerto, é que aqui existe outro risco além dos perigos da própria montanha.
Esse risco é apresentado de maneira bastante rápida e pode acabar passando despercebido por muita gente.
Veredito final
Não tem como falar muito sobre o filme sem entrar em spoilers. Para quem assistiu ao trailer, já existe uma boa ideia do que esperar da produção.
Para quem gostou do primeiro filme, acredito que também poderá gostar deste.
A Queda 2: No Limite possui uma subtrama que considero a melhor coisa do filme. Porém, o roteiro e o CGI acabam sendo seus grandes problemas.
Ainda assim, acredito que seja um bom filme para assistir em grupo.
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