Acordar em uma sala branca e vazia, sem saber como foi parar ali e ter poucas lembranças do passado. Parece que já vimos isso antes, né?! Pois bem, essa foi a primeira impressão que Control: O Poder da Mente me passou.
Esperando por um plot twist, acompanhei, por 1h30 a história de Eileen (Sara Mitich), uma mãe que está trancada em um quarto e recebe, através de uma voz, desafios que, ao serem completados, a aproximam cada vez mais de poder resgatar sua filha.
A cada tarefa que passa, a dificuldade e a intensidade aumentam. Consequentemente, isso faz com que a protagonista acabe se lembrando do seu passado e buscando forças nessas memórias, principalmente as que envolvem sua filha.
Mesmo sendo canadense, a nacional A2 Filmes é a responsável pela produção do filme e conta com James Mark como diretor. O roteiro do suspense e ficçao é de Matthew Nayman e também de James Mark. Com Sara Mitich, George Tchortov, Evie Loiselle e Karen LeBlanc no elenco.

Apesar de tentar inovar, não surpreende
Estar preso em uma sala, sem saber o porquê e muito menos lembrar de quem é, deve ser extremamente agoniante. Mas isso é algo que Control: O Poder da Mente tem dificuldade de passar. Você até sente o desespero de Eileen no início, só que acaba se acostumando a ele. Primeiro, porque a própria personagem aparenta já ter aceitado aquela condição e consegue viver tranquilamente com testes que quase a matam e colocam em choque a vida de sua filha. Segundo, pelas interpretações da protagonista e seu marido, Roger (George Tchortov), que não me transportaram para aquela realidade. Os diálogos mal desenvolvidos e que beiravam o clichê também atrapalharam o desenvolvimento do filme.
Existe, sim, uma ideia muito bonita por trás de tudo que, segundo minha interpretação, é a busca de um propósito para viver. Isso é trabalhado durante todo o longa, já que o único motivo por Eileen passar pelos desafios era de salvar sua vida. Ao final de Control:O Poder da Mente, ela aceita vivenciar tudo aquilo novamente apenas para continuar a ter um objetivo para lutar por.
Control: O Poder da Mente pode ser encontrado para alugar na plataforma Prime Video e na Claro tv+.
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“A farsa de Control (2022): O que vocês chamam de ‘filme ruim’, eu chamo de o maior teste psicológico da internet”Todo mundo aqui criticando o orçamento baixo, mas ninguém percebeu que a estrutura do filme é um espelho da própria mente humana. Aquela cena inicial dela deitada? Ela está dormindo. É um looping de luto patológico. A voz no alto-falante é a sanidade dela tentando forçar um desapego que o coração rejeita. O azul é a lógica, o verde é a caixa do coração que ela não abre porque dói, e o roxo é a mente superior. Ela se clonou mentalmente. Se a verdade sobre a morte da filha viesse de uma vez só, o sistema nervoso dela fritaria. Por isso ela escolhe, por livre e espontânea vontade, voltar pro começo. Ela prefere o inferno conhecido.Mas o motivo real de eu estar escrevendo isso aqui é outro. Eu estava revendo o filme frame por frame no VLC e descobri o porquê de o final se conectar com o começo. Se você pausar exatamente na transição da luz para a sala cinza, dá para ouvir um sussurro em áudio reverso bem baixo no canal esquerdo. Eu joguei no editor de áudio e a voz diz claramente o nome de quem está controlando o experimento. Não é uma inteligência artificial e nem os clones dela. O rapaz que estava na sala ao lado na verdade era o…Quer saber? Esquece. Quem prestou atenção de verdade no cenário final sabe do que eu estou falando. Se eu postar o resto aqui a moderação apaga o post por spoiler ou vão me chamar de paranoico. Quem viu, viu.