Mestres do Universo, mais um filme de herói? Será? Ou será que dessa vez ele consegue se sobressair a tudo o que temos visto no cinema? Nostalgia, risadas simples e certeiras, muitas cenas de luta, um homem musculoso e um vilão digno dos anos 90. Como isso poderia dar errado? Não deu.

Fui assistir ao filme com um pé atrás. Afinal de contas, são muitas as coisas que poderiam dar errado. E uma das que mais me surpreenderam foi como, mesmo lançando tantos trailers, o filme conseguiu esconder bem seu ritmo e seu enredo.

Uma das coisas que eu mais temia era que o Príncipe Adam, enviado para a Terra por sua mãe quando Esqueleto tomou Eternia, passasse muito tempo entre os humanos. E motivo para isso eu tenho. O filme de 1987 foi mais sobre Julie Winston (Courteney Cox) do que sobre He-Man (Dolph Lundgren). Felizmente, não me decepcionei. O tempo dele na Terra é pequeno, para nossa sorte.

A fórmula para este filme foi simples: referenciar tudo o que podia, reunir um elenco de bons atores e contar uma história fácil de acompanhar. Ah, e não posso esquecer das cenas de luta. Muitas cenas de luta. Era exatamente isso que os fãs do desenho queriam ver, e o fan service foi feito.

Gostei bastante de Nicholas Galitzine como He-Man. Foi uma grata surpresa. Ele soube trazer aquela mistura entre príncipe e guerreiro que o personagem precisa ter. O humor também está na medida certa, embora eu ache que as pessoas mais sérias talvez não curtam tanto.

Camila Mendes como Teela em “Mestres do Universo” | Crédito: Divulgação
Camila Mendes como Teela em “Mestres do Universo” | Crédito: Divulgação

Ao seu lado, Camila Mendes como Teela também foi uma bela surpresa, com perdão do trocadilho. E claro, não tem como deixar de falar de Jared Leto. Ele acertou a mão demais, sério, demais mesmo. É facilmente um dos melhores vilões que vimos nos últimos tempos. Ácido, maléfico e completamente consciente de que é um vilão. Isso faz toda a diferença.

Idris Elba, Morena Baccarin, Kristen Wiig e Alison Brie também mandaram muito bem em seus papéis. Inclusive, achei a escolha de Baccarin um baita acerto para viver a Feiticeira. Já a Maligna ficou um pouco abaixo do que eu esperava. Ela acabou parecendo mais caricata do que ameaçadora, e acho que poderia ter sido melhor aproveitada.

A trilha sonora é impecável, a fotografia é agradável e o CGI, apesar de bom, poderia ser um pouquinho melhor em algumas cenas internas. Dá para perceber que optaram por manter uma certa escuridão em alguns ambientes, provavelmente para facilitar o trabalho dos efeitos visuais. Ainda assim, o resultado final é muito bonito.

É claro, gente, não é um filme para se levar tão a sério. Tenham isso em mente. É um filme para se divertir, passar um bom tempo com a família e relembrar velhos e bons tempos. Apesar disso, eu super não indicaria para crianças pequenas.

Agora, se você for esperando uma mega história, cheia de reviravoltas e grandes surpresas, talvez se decepcione. Mestres do Universo não tenta reinventar a roda. O que ele faz é entregar exatamente aquilo que promete: aventura, ação, nostalgia e personagens que muita gente esperou décadas para ver novamente na tela grande.

E, sinceramente? Às vezes isso já é mais do que suficiente.

Ficha Técnica

Direção | Travis Knight
Roteiro | Chris Butler, Aaron Nee e Adam Nee
Produção | Todd Black, Jason Blumenthal, Robbie Brenner e Steve Tisch
Elenco | Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Jared Leto, Idris
Elba, Morena Baccarin, Alison Brie e Kristen Wiig
Fotografia | Fabian Wagner
Direção de Arte | Guy Hendrix Dyas
Figurino | Richard Sale
Música | Daniel Pemberton
Título original | Masters of the Universe
Gênero | Ação, aventura, fantasia e ficção científica
Duração | 132 minutos
País e ano de produção | Estados Unidos, 2026
Distribuição | Amazon MGM Studios (Estados Unidos)
e Sony Pictures Releasing International (mercado internacional)

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