O Brilho do Diamante Secreto (Reflection in a Dead Diamond) é uma homenagem aos filmes de espionagem dos anos 60. Dirigido pela dupla Hélène Cattet e Bruno Forzani, o filme participou do 75º Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale). Além disso, o longa chega aos cinemas brasileiros em 17 de julho, com distribuição da Pandora Filmes.

Os diretores desta aventura de espionagem são conhecidos pelas obras “O Estranho Caso de Angélica” e “Let the Corpses Tan”. Neste novo trabalho, Cattet e Forzani reforçam seu estilo, marcado por narrativas não convencionais e uma estética exuberante.

Assim, o ator italiano Fabio Testi interpreta o protagonista John Diman na terceira idade. Junto dele, os atores Yannick Renier, Koen De Bouw, Maria de Medeiros, Thi Mai Nguyen e Céline Camara compõem o elenco.

Sinopse

Ambientado na Riviera Francesa, O Brilho do Diamante Secreto acompanha a rotina excêntrica de John D., um espião aposentado de 70 anos que vive recluso em um hotel de luxo. Imerso em lembranças, fantasias e alucinações, ele tem sua tranquilidade abalada quando sua vizinha desaparece misteriosamente. A partir desse momento, John precisa confrontar os traumas do passado e acaba mergulhando em um universo de paranoia, erotismo e intensas referências ao cinema B de espionagem dos anos 1960.

Com uma estética vibrante e uma linguagem visual ousada, o filme se apresenta como uma autêntica carta de amor ao gênero Eurospy, que conquistou o público europeu entre as décadas de 1960 e 1970. Ao revisitar os clichês do cinema de ação da época, a direção propõe uma releitura contemporânea, marcada por cores saturadas, cortes dinâmicos e sequências coreografadas com precisão. Além disso, a trilha sonora envolvente, os efeitos sonoros minuciosos e o uso expressivo de luzes e sombras transformam a obra em uma experiência sensorial marcante.

O Brilho do Diamante Secreto, uma aventura cansativa

Yannick Renier como John Diman em O Brilho do Diamante Secreto
Créditos: Pandora Filmes

O Brilho do Diamante Secreto aposta muito na estética retrô desde a fotografia até a caracterização. Talvez, essa seja uma das suas características mais positivas. Ao mesmo tempo, essa é também uma deslize. O excesso de efeitos visuais e transições é cansativo e até enjoativo.

O filme é construído por meio das memórias e delírios do velho John Diman, mas a quantidade de flashback e flashfowards é exagerada. Dessa maneira, o filme parece por vezes uma tortura, e não uma aventura, pela quantidade de cenas sangrentas.

Narrativa causa dúvida

Logo, o vai e vem entre passado e presente é tanto que não foi possível identificar Yannick Renier como a versão mais jovem do protagonista à primeira vista. Lá pelo meado do filme, com um pouco mais de narrativa, você consegue perceber. De início, tudo é muito confuso e falta bastante contexto.

As cenas que mostra revistas sobre o espião e sets de filmagem imaginários causam ainda mais dúvida na história e fazem o espectador se questionar sobre o objetivo do filme.

Dessa forma, o longa europeu conta com alguns visuais muito bonitos, apesar de muitas cenas gravadas com fundo projetado, e carros bacanas. Porém, senti falta de uma ordem cronológica mais clara, fosse no roteiro ou nas cenas. O excesso de recursos visuais destacou a ausência de um texto mais elaborado.

Por fim, O Brilho do Diamante Secreto estreia nos cinemas brasileiros em 17 de julho.

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