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Autor: Ana Clara Paiva

Crítica | ‘A Hipótese do Amor’ funciona como filme, mas não como adaptação

Baseado no best-seller de Ali Hazelwood, A Hipótese do Amor acompanha Olive Smith, uma doutoranda que, para ajudar a melhor amiga, acaba entrando em um relacionamento falso com Adam Carlsen, o professor mais temido de seu departamento. O que começa como um acordo conveniente logo coloca os dois diante de sentimentos que não estavam nos planos. Estrelado por Lili Reinhart e Tom Bateman, o filme chega ao Prime Video apostando na dinâmica de opostos e na química entre os protagonistas para adaptar um dos romances contemporâneos mais populares dos últimos anos.

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Crítica | ‘Não Existe Almoço Grátis’ mostra a luta coletiva que devolve a esperança

Não Existe Almoço Grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, acompanha Socorro, Jurailde e Bizza, três militantes do MTST que compartilham suas histórias de vida, luta e transformação dentro do movimento social. Ao retratar a rotina de uma ocupação em Brasília e o trabalho das protagonistas na cozinha solidária, o documentário apresenta um olhar humano sobre a força do coletivo, a busca por moradia e o direito à dignidade.

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Crítica | ‘Anistia 79’ resgata fatos da ditadura militar para que a história não se repita

Em Anistia 79, Anita Leandro recupera imagens da Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, realizada em Roma, em junho de 1979. Filmado por exilados brasileiros durante aquele que foi o maior encontro da esquerda brasileira fora do país, o registro ganha novos significados quase meio século depois. Ao revisitar esse material, o documentário aproxima passado e presente para refletir sobre a permanência de estruturas repressivas, a impunidade dos torturadores e as feridas de uma ditadura cujo legado ainda atravessa a sociedade brasileira.

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Crítica | ‘Os Colegas e o Herdeiro’ aposta na inclusão como cartão de visita

Em Os Colegas e o Herdeiro, Marcelo Galvão retoma os personagens de Colegas (2022) em uma nova aventura. Para reencontrar Stallone, que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel, um grupo de colegas foge do instituto e embarca clandestinamente em um avião de carga rumo a Punta del Este. No entanto, a viagem toma um rumo inesperado quando eles cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas. Produzido pela Gatacine em coprodução com a Globo Filmes, o filme chega aos cinemas em 13 de agosto.

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‘A Fabulosa Máquina do Tempo’ propõe mergulho no sertão brasileiro com olhos de criança

Exibido em estreia mundial no Festival de Berlim e premiado em festivais no Brasil e no exterior, A Fabulosa Máquina do Tempo acompanha meninas de Guaribas, no sertão do Piauí, que vivem entre cultos evangélicos, redes sociais e sonhos sobre o futuro. Ao criarem uma máquina do tempo, elas revisitam as trajetórias de suas mães e avós, marcadas pela pobreza e pela desigualdade, ao mesmo tempo em que projetam um amanhã em que possam viver com liberdade e realizar seus desejos. Entre a imaginação e a realidade, o documentário reflete sobre o delicado processo de transição entre a infância e a adolescência e os desafios de crescer sendo menina no Brasil.

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Crítica | ‘Nós Acreditamos em Vocês’ aponta a burocracia que vítimas de violência enfrentam

Premiado na Berlinale 2025, Nós Acreditamos em Vocês acompanha Alice, uma mãe que trava uma dura batalha judicial para proteger os filhos após denunciar o ex-companheiro por crimes graves. À medida que o processo avança, o foco deixa de ser a segurança das crianças e passa a questionar a própria credibilidade da protagonista. Com direção de Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys, o drama belga investiga os limites entre justiça, maternidade e violência institucional.

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Crítica | ‘Uma Infância Alemã’ transforma memórias de guerra em um retrato íntimo da vida

Em “Uma Infância Alemã”, Fatih Akin abandona o dinamismo que marcou parte de sua filmografia para construir um drama mais contido e observacional. Ambientado na Ilha de Amrum, em 1945, o filme acompanha Nanning, um menino de 12 anos que enfrenta a rotina de trabalho e sobrevivência enquanto o fim da Segunda Guerra Mundial se aproxima. Inspirada nas memórias de infância de Hark Bohm, a obra desloca o olhar dos grandes acontecimentos históricos para os impactos silenciosos da guerra sobre a formação de uma criança.

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Crítica | ‘Cinco da Tarde’ retrata os encontros que nascem do luto

Dirigido por Eduardo Nunes e estrelado por Bárbara Luz e Sharon Cho, Cinco da Tarde acompanha o encontro entre duas jovens vizinhas unidas por experiências de perda. Após a morte da avó, Anabel precisa reaprender a viver enquanto encontra em Meiko uma companhia inesperada. Com poucos diálogos e uma narrativa guiada pelos silêncios, o filme constrói um retrato delicado sobre luto, memória e os vínculos que surgem nos momentos de maior vulnerabilidade.

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