Recentemente, o mundo pop parou com as celebrações do casamento da cantora Dua Lipa e do ator Callum Turner. Em meio aos vestidos, decorações e muito amor, um fato chamou a atenção: a forma como o casal se conheceu. Em entrevista ao The Sunday Times, Callum então contou que os dois estavam presentes no mesmo evento e começaram uma conversa sobre hobbies e o que gostam de fazer quando não estão trabalhando.

Desse modo, eles descobriram que não apenas estavam lendo o mesmo livro, como também estavam na mesma parte do enredo. “Eu tinha acabado de terminar o primeiro capítulo e contei a ela… e ela respondeu: ‘Acabei de terminar o primeiro capítulo também.’ Então eu brinquei: ‘Bom, então estamos na mesma página'”, confidenciou o ator.

Como em uma história digna das comédias românticas, o livro que aproximou o casal Trust, obra de Hernán Diaz. O volume conta a história de um magnata de Wall Street e sua esposa excêntrica em Nova York nos anos 1920. O enredo fez tanto sucesso que venceu o Prêmio Pulitzer de Ficção

A relação da cantora com os livros

Ainda que seja uma história única, os livros são parte importante da vida de Dua Lipa antes mesmo de conhecer o esposo. Ela é a responsável pelo clube do livro Service95. O projeto nasceu para democratizar o acesso à literatura mais densa, tornar esses livros mais conhecidos e, assim, ampliar o conhecimento sobre autores de diversas nacionalidades.

O clube do livro, que também é um podcast, conta com um encontro mensal onde Dua indica livros e lidera os debates. Além disso, ela também divulga outros conteúdos, como entrevistas exclusivas com os autores. “Lugar de Fala”, de Djamila Ribeiro, foi uma das indicações do clube.

Manifesto Library

Recentemente, a cantora divulgou a inauguração da Manifesto Library. Com sede na cidade do Porto, esse projeto é uma parceria com a Livraria Lello, uma das mais bonitas e famosas do mundo. A Manifesto foi instalada em um anexo recente da livraria, no novo auditório cultural. Lá é possível encontrar cem títulos que em algum momento foram banidos e/ou censurados em todo o mundo. As obras são divididas em quatro pilares: Poder, Controle, Voz e Memória.

O título escolhido para inaugurar o projeto foi Olhos D’água”, da autora mineira Conceição Evaristo. Escolhida pessoalmente pela Dua, a obra fala sobre a pobreza, a violência urbana e a força necessária para ser uma mulher negra no Brasil. O acervo ainda conta com diversos títulos como “O Avesso da Pele”, “O Conto da Aia”, “A Cor Púrpura”, “Os Versos Satânicos”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “O Ódio que Você Semeia”.

Imagem de capa: Reprodução Instagram

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