Uma solenidade na noite desta sexta-feira (07 de novembro) marcou um momento histórico na sede da Academia Brasileira de Letras. A escritora Ana Maria Gonçalves tomou posse e se tornou a nova imortal da instituição e a primeira mulher negra a chegar à ABL. Ela ocupa a cadeira 33, vaga desde a morte de Evanildo Bechara.

Autora do fenômeno “Um Defeito de Cor”, Ana Maria Gonçalves é a 13ª mulher a se tornar membro da ABL, assim como a mais jovem até agora (54 anos). Na cerimônia, que aconteceu no Petit Trianon, sede da ABL, no Rio de Janeiro, Lilia Schwarcz foi a responsável por receber a nova integrante da Academia. Ana Maria Gonçalves recebeu o colar de Ana Maria Machado e o diploma de Gilberto Gil. A entrega desses emblemas coroa a entrada da imortal na ABL.

Ana Maria Gonçalves nasceu em Ibiá, município de Minas Gerais, em 1970. Inicialmente trabalhando com publicidade, deixou a carreira para publicar em 2002 seu primeiro livro “Ao lado e à margem do que sentes por mim”. Em 2006, após cinco anos de pesquisa, lançou “Um Defeito de Cor”.  

A obra inspirada na história de Luiza Mahin, mãe de Luiz Gama, narra a trajetória de Kehinde, uma mulher negra sequestrada no Reino do Daomé e escravizada na Bahia. Ana Maria Gonçalves já publicou contos internacionalmente conhecidos. Além disso, é roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa.

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