Em entrevista exclusiva, Ana Vitória Machado falou sobre a construção do novo game de terror da Monumental

Drowned Lake é um jogo de terror brasileiro, no formato de Survival Horror, desenvolvido pela Monumental Collab. O game está na etapa final de desenvolvimento e ajustes técnicos e os jogadores já podem realizar o pré-save via Steam. Alguns fãs puderam conhecê-lo e jogá-lo na última gamescom latam, que aconteceu em São Paulo nos dias 30 de abril a 03 de maio. 

O jogo traz a história de Bento, um documentarista amador, que desaparece ao investigar uma Cidade Alagada. Lá, ele some no Lago Afogado e três pessoas chegam para encontrá-lo e desvendar as pistas de seu desaparecimento. Os jogadores podem explorar, pescar, desvendar segredos e investigar as águas escuras neste jogo de terror.

O GeekPop News conversou com Ana Vitória Machado, produtora na Monumental Collab, para entender um pouco mais da história e construção do game.

Os personagens do jogo

Drowned Lake conta com três personagens principais, dentre os quais, os jogadores podem escolher com qual irão jogar. Entre eles está Carolina, uma repórter determinada e focada em desvendar o mistério por trás do desaparecimento. No entanto, ela viu algo que não deveria, e agora isso a consome durante a trama.

Rafael é um socorrista forte, resistente e impetuoso, mas esconde algo mais. E, por fim, Leopoldo é um velho pescador, que costumava morar no lago. Leopoldo é sensato e perspicaz. À medida que o passado sombrio vem à tona, eles desvendam  os segredos enterrados nas profundezas do lago.

Personagens do jogo Drowned Lake. Imagem: Steam/Reprodução
Imagem: Steam/Reprodução

A ideia inicial do jogo surgiu por uma game jam, de uma repórter que investigaria uma cidade alagada. “Foi desse protótipo, dessa game jam que o Drowned Lake foi evoluindo”, Ana Vitória comenta. 

Folclore brasileiro, Telefórum e a narrativa de Drowned Lake

O jogo reúne inspirações bem distintas, mas ricas em narrativa. O título tem influência de outros games, filmes e, inclusive, do Folclore Brasileiro, como “Minhocão” e o “Cabeça de Puia”. Ana Vitória falou um pouco sobre essas referências:

“Tivemos bastante influência e inspiração, que foram usadas para construir a narrativa do jogo e também para influenciar o enredo. Puxamos referências de bastante coisa.”

Ela também citou títulos como o filme de terror analógico “A Bruxa de Blair” e os  games “Darkwood” e “Silent Hill 2”. Para a produtora a construção do jogo passou por diversas referências. “Eu acho que em questão de principal referência, acho que tiveram vários e inúmeros. Acho que não dá para citar uma só”, complementa. 

Além disso, a narrativa de Drowned Lake também cruza a história de “Telefórum”, game desenvolvido anteriormente pela Monumental Collab. Segundo Ana, a ideia inicial, de uma repórter investigando a cidade alagada, surgiu de um canal televisivo presente no título Telefórum:

A ideia inicial do protótipo da game jam seria o Zero Repórter, um dos programas da Community V que é um canal que tem no Telefórum. Ele já se iniciou com essas amarras no Telefórum no primeiro jogo da Monumental.

Pesque pistas e desvende mistérios na Cidade Alagada

A pesca é parte essencial de Drowned Lake, pois também complementa a narrativa do jogo. Afinal de contas, os jogadores podem, através de seus personagens, pescar dicas do desaparecimento de Bento e dos mistérios que o lago esconde. Além disso, essas dicas podem influenciar a decisão dos personagens e o sucesso da operação.

Segundo Ana, “os itens que você pesca eles entregam bastante da narrativa mas também obviamente afetam os atributos dos personagens, tem um impacto ali na gameplay, nas decisões, nas chances de sucesso que você tem conforme você decide fazer certas ações.”

A perspectiva do jogador em Drowned Lake

Para a produtora, o game, assim como Telefórum, tem uma característica de visual novo. Por isso, o game conta com dois tipos de perspectiva: o top-down e a de primeira pessoa. Ou seja, os jogadores podem ter uma visão de cima para baixo, com maior noção do espaço para exploração, e a partir da primeira pessoa. Dessa forma, os usuários podem interagir com a narrativa como se estivessem dentro do Lago Afogado. 

Para Ana Vitória, esse processo é resultado de muito aprendizado técnico, que a desenvolvedora adquiriu com Telefórum: “muito aprendizado técnico dali veio do Teleforum, que tem essa característica mais de visual novo. Então foi um processo bem de construção”, comentou.

Lago Afogado do jogo Drowned Lake. Imagem: Steam/Reprodução
Imagem: Steam/Reprodução

Ainda segundo a produtora, a reação do público ao jogo têm sido bastante positiva, “tem sido muito legal ver o pessoal jogando, colher feedback do pessoal, colher as impressões”. 

Por fim, ela também comentou que esse é um jogo imersivo e que, por isso, muitos jogadores têm gostado do game.

Eu acredito que ele é um jogo único, no sentido de ser um jogo atmosférico, um jogo que até quem não gosta de terror consegue se envolver, consegue sentir ali a imersão no ambiente, na história, nos personagens. Então eu diria que tem sido bem positivo e bem legal de ver a reação dos jogadores.

Imagem de Capa: Steam/Reprodução

Estagiária sob supervisão de Julia Gabriela.

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