“Hungria: A Escolha de um Sonho” apresenta trajetória do rapper e valoriza laços familiares, espiritualidade e construção de identidade
O filme “Hungria: A Escolha de um Sonho” reuniu elenco, diretores e o próprio artista em coletiva virtual na terça-feira (28). A produção estreia em 7 de maio de 2026 nos cinemas brasileiros. A história acompanha Gustavo da Hungria desde a juventude na periferia de Brasília até o início no rap. Durante a coletiva, o elenco também destacou família, fé e propósito como eixos centrais da narrativa.
Baseado em fatos reais, o longa mostra o momento em que o artista decide apostar na música, mesmo diante de incertezas. A narrativa acompanha conflitos pessoais, dúvidas e escolhas difíceis, enquanto constrói o desenvolvimento do protagonista a partir das relações mais próximas. Nesse contexto, a família sustenta a trajetória e dá suporte nos momentos de maior instabilidade . A figura de Dona Raquel, mãe do cantor, concentra essa dimensão emocional. Interpretada por Taty Godoi, a personagem representa acolhimento e resistência, refletindo a realidade de muitas mães brasileiras.
“Hungria: A Escolha de um Sonho” e a construção do propósito
Durante a coletiva, Hungria adotou um tom direto ao comentar sua trajetória. Ele afirmou que não imaginava chegar ao cinema e destacou que sua realidade, durante a juventude, estava distante desse espaço. Ao mesmo tempo, atribuiu o percurso à fé e ao entendimento de propósito, reforçando que o sucesso é passageiro e que o mais importante está na caminhada. O artista também ressaltou que a espiritualidade foi essencial para superar momentos difíceis e seguir em frente .
Ainda sobre o início da carreira, Hungria relembrou um hábito simbólico. Ele costumava fechar os olhos diante do espelho e imaginar uma plateia cantando suas músicas. Nesse exercício, visualizava até as luzes do palco. Hoje, por sua vez, essas imagens fazem parte da sua realidade, assim reforçando o caráter inspirador da narrativa apresentada no filme.
Elenco destaca identificação e impacto da história
Gabriel Santana destacou o contato com o artista e com a família durante as gravações, apontando que essa proximidade trouxe mais verdade para a construção do personagem. Já André Ramiro afirmou que o filme pode gerar identificação, principalmente entre jovens que ainda buscam um caminho. Segundo ele, a história dialoga com quem possui talento, mas enfrenta dúvidas sobre como transformar esse potencial em oportunidade .
O elenco também reforçou a ideia de “voltar para casa” como um dos pontos centrais da narrativa. O conceito aparece como reconexão com as próprias raízes e com as pessoas que acompanham o protagonista desde o início. Dessa forma, o filme amplia seu alcance ao tratar de pertencimento e identidade.
Brasília surge como elemento fundamental nessa construção. Foi na cidade que Hungria cresceu e iniciou sua trajetória, e é para lá que ele associa a sensação de respiro e pertencimento. O retorno à cidade simboliza mais do que um espaço físico; representa a reconexão com a própria essência. Além disso, o tema da valorização de artistas locais apareceu na coletiva como um ponto relevante, já que a cena de Brasília reúne diferentes influências e contribui para trajetórias autênticas dentro da música.
Com direção de Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira, “Hungria: A Escolha de um Sonho” aposta em uma narrativa direta, que equilibra música, contexto social e relações familiares. Assim, o filme constrói uma história acessível, centrada em escolhas e nas conexões que sustentam o protagonista ao longo do caminho.
Confira trailer:
Foto de capa: Divulgação
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