Para celebrar a cultura latinoamericana, relembre as obras de grande impacto originais dessa parte do continente

Se a consolidação de um país independente nasce da resistência, a que permeia a história da América Latina é, com certeza, a literatura. Entre parágrafos e pontos, a trajetória dessa porção do continente americano se estruturou ao redor das obras de cada autor latino.

Por isso, em homenagem ao Dia da Latinidade, que acontece na próxima terça-feira (21), a editoria de livros do GeekPop News decidiu destacar alguns dos títulos mais importantes para entender a cultura. Essa data visa celebrar a cultura calorosa da América Latina, resgatando sua história e suas tradições.

Confira os livros que selecionamos:

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez

Não existe falar de literatura latinoamericana sem falar de Gabriel García Márquez – Gabo, para os íntimos e para os fãs. É com ele que o realismo mágico chega no imaginário coletivo, e vira uma ferramenta muito continental de narrativa. Nascido na Colômbia, Marquez é conhecido ao redor do mundo por sua habilidade em rechear suas histórias de detalhes e personalidade.

Em “Cem anos de Solidão” (1977), o autor conta a história dos Buendía, passando por suas diversas gerações, com o cenário da fictícia Macondo. Portanto, entre a ascensão e a queda do vilarejo, Gabo introduz as aventuras dessa complexa família através de seus milagres e seus dramas. Com uma afinidade característica ao fantástico, o colombiano constrói uma representação de famílias ao redor do mundo.

A casa dos espíritos, de Isabel Allende

Apesar de ter sua primeira publicação em 1982, “A casa dos espíritos” parece mais relevante que nunca. Em 2017, o livro da autora chilena Isabel Allende ganhou novo lançamento em 2017 e conquistou uma nova onda de leitores de forma quase avassaladora. Para além de mergulhar nos dramas de uma saga familiar, o romance de Allende aborda um período turbulento de um país latino-americano não nomeado – ou seja, a história se aplica à maior parte deles. 

Capas dos livros latinoamericanos | Crédito: Montagem por Eduarda Goulart

Em um mundo conduzido por espíritos, as três gerações da família Trueba ultrapassam barreiras emocionais e sociopolíticas. Com um século de transformações e polaridades dentro da própria família, o livro costura passado, presente e futuro com ricos detalhes.

Os sertões, de Euclides Cunha

Se a lista não contasse com um título brasileiro, a trajetória pela latinidade estaria incompleta. Por isso, miramos alto e decidimos destacar a obra que funciona como uma espécie de tese sobre o que é nascer e viver no Brasil. “Os sertões”, de Euclides Cunha, publicado pela primeira vez em 1902, constrói um um retrato do país da época, sem tirar nem pôr.

Com sua formação em jornalismo, o escritor revela em detalhes que nascem da sua atuação como correspondente da Guerra de Canudos, combinando observação científica e reflexões sociais. Assim, seu livro-reportagem se divide em três partes: A Terra, O Homem e A Luta, enquanto leva o leitor a mergulhar na guerra que marcou o nordeste do país.

Imagem de capa: Izquierda Web (https://izquierdaweb.com/)