A programação da Flip 2025 para o sábado (02) continua a ganhar novos destaques para encantar os leitores! Durante a mesa Ocupação vulva negra, às 18h, na Casa Poéticas Negras, a Monique dos Anjos irá lançar “Nós entre três”.

O livro é estreia da jornalista, escritora e consultora em diversidade como escritora. Ao decorrer da narrativa, Monique aposta em uma literatura erótica que coloca o gozo no centro.

A obra

Monique dos Anjos e livro "Nós entre três"
Crédito: Divulgação

Com literatura erótica decolonial, “Nós entre três” reúne 14 contos que encaram o desejo como um direito, e o corpo como território de subversão, fricção bem como a própria memória. Além disso, a obra também tem como centro da narrativa a exploração do corpo e subjetividade.

A autora utiliza uma linguagem sensível para desafiar a lógica eurocentrada do “casal ideal” e apresenta enredos em que o sexo é ambíguo — por vezes engraçado, por vezes brutal. Monique dos Anjos explora o erótico como espaço de liberdade, especialmente para mulheres negras, retintas, mães e complexas. Assim, construindo uma narrativa que provoca tanto quanto acolhe, ao mesmo tempo em que convida o leitor a olhar para o corpo como um território de presença.

O livro conta com prefácio de Caroline Amanda, cientista social, psicanalista e especialista em saúde íntima, reprodutiva e sexual, além de fundadora da Yoni das Pretas. E também com comentários de contracapa de Mayumi Sato, pesquisadora de sexualidade que lidera a maior rede social de sexo do Brasil.

Sobre a autora

Monique dos Anjos é jornalista, escritora e mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp. Nasceu na periferia de São Paulo e hoje vive no interior paulista. Já morou no Panamá, Canadá, Alemanha e países da Europa. Atua com consultoria de diversidade e já colaborou com organizações como Hospital Albert Einstein, Cushman & Wakefield, Sesi Senai Goiás, Fundo Agbara e Nação Valquírias. Realiza palestras e oficinas de educação antirracista em escolas da região de Campinas.

Sobre seu livro de estreia, a escritora ressalta o desejo de que saibam que negaram às mulheres o acesso ao prazer e, sobretudo, ao gozo, que é um direito. “Escrevo porque preciso me ler. Porque durante tempo demais fomos reduzidas a corpos servis, objetos ou ausências. Quero escrever sobre cheiro, sobre suor, sobre o que acontece depois da primeira transa. Quero escrever sobre mulheres como eu.”, afirma.

Por fim, Monique destaca que suas referências misturam teoria e pele. Contando com nomes como Audre Lorde, Lélia Gonzalez, Neusa Santos Souza, Grada Kilomba, Conceição Evaristo, e também vozes que falam abertamente sobre sexo, como Amanda Carolina (Yoni das Pretas), Carmen Faustino, Mariah Prado (Share Your Sex), Mayumi Sato, Sofia Menegon, Lais Conter.

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