No perfil desta semana, conheça a trajetória do escritor e fundador da Companhia das Letras

O editor e escritor Luiz Schwarcz, fundador e diretor do Grupo Companhia das Letras, recebeu na última semana o Troféu de Contribuição ao Mercado Editorial durante a entrega do Prêmio PublishNews. A honraria, criada em 2017, busca reconhecer trajetórias que incentivam a profissionalização e a qualificação do setor do livro no Brasil.

Dessa forma, a premiação celebrou a trajetória e os resultados expressivos de Luiz Schwarcz à frente de uma das maiores editoras do país. A Companhia das Letras é uma das maiores e mais prestigiadas editoras do Brasil, fundada em 1986 em São Paulo por Luiz e sua esposa Lilia Moritz Schwarcz.

Inicialmente voltada para literatura e ciências humanas, sua excelente qualidade editorial abrange atualmente todas as vertentes literárias, como ficção, não-ficção, infantil e outras. Desde 2018, a Companhia integra o grupo Penguin Random House, um dos maiores grupos editoriais do mundo. Na premiação, o editor destacou a importância de seus colaboradores para o êxito da empresa.

“Queria agradecer ao PublishNews e aos jurados […] É uma honra estar aqui. A Companhia começou há 40 anos a partir da influência do Caio Graco, da Brasiliense, e, depois, do Jorge Zahar, dois grandes amigos que tive na vida. Acho que o prêmio, na verdade, deveria ser dos autores e dos leitores. Nós, editores, somos apenas os intermediários. Mas gostaria de dizer também que foram os meus colegas de trabalho, os autores, que inventaram a minha profissão. Agradeço a todos eles e a vocês por esse momento”.

O trabalho do primeiro leitor

Luiz Schwarcz nasceu em 11 de maio de 1956 e se formou em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Antes de fundar sua própria editora, foi diretor da Editora Brasiliense, onde começou como estagiário. Luiz e Lilia Moritz Schwarcz têm dois filhos: Júlia e Pedro. 

Suas duas obras mais recentes são ensaios sobre sua vida dedicada aos livros e suas lembranças familiares. Em “O ar que me falta” (2021), Schwarcz narra a história de sua família, marcada pelo Holocausto e pela fuga na tentativa de sobreviver. Além disso, fala sobre sua luta contra a depressão e como se recuperou dos traumas do passado.

Já em “O primeiro leitor” (2025), o escritor reflete sobre sua vida dedicada aos livros. Dessa forma, ele fala sobre a “arte da edição”, assim como dos bastidores da criação e do trabalho na Companhia das Letras. Assim, a obra mostra a importância do trabalho do editor, que é sempre “o primeiro leitor” de qualquer livro. 

Também é autor dos livros infantojuvenis: “Minha vida de goleiro” (1999) e “Em busca do “Thesouro da Juventude” (2003). Além disso, escreveu as coletâneas de contos “Discurso sobre o capim” (2005) e “Linguagem de sinais” (2010).

Luiz Schwarcz tornou-se muito importante para a cultura nacional, uma vez que, além da escrita, seu trabalho na produção de livros o torna um ativista pela democratização da leitura. A trajetória do mercado editorial do Brasil caminha ao lado de Luiz e Lilia Moritz Schwarcz.

Além disso, sua produção literária mostra como o ofício da escrita acontece nos bastidores. Desse modo, o leitor compreende a subjetividade e as reflexões sobre a arte de ler e escrever e Luiz Schwarcz prova que a maestria de sua escrita nasce do seu trabalho como editor.


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