Durante anos, alugar um DVD fazia parte do ritual de assistir a um filme. Assim, desde a ida à locadora, a escolha pela capa e a disputa pelos lançamentos marcaram uma geração. Além disso, muita gente guarda memórias bem específicas dessa época, como os DVDs infantis (CineGibis), filmes de ação, comédias românticas e até os clássicos da Xuxa.

Hoje, porém, esse hábito ficou cada vez mais distante, pois com o avanço dos streamings, o DVD deixou de ser um produto popular. Agora, ele ocupa outro espaço: o da nostalgia e dos colecionadores.

Esse movimento já aparece em grandes empresas. A Netflix encerrou oficialmente seu serviço de aluguel de DVDs em 2023, depois de 25 anos enviando discos pelos correios.

Reprodução: Hardware

Além disso, a Best Buy parou de vender DVDs e Blu-rays em 2024 nos Estados Unidos. Já a Redbox, conhecida por seus quiosques de aluguel, entrou em falência e teve suas operações encerradas

No Brasil, a situação também mudou. DVDs e Blu-rays ficaram raros nas lojas, enquanto muitos estúdios reduziram os lançamentos físicos no país. Segundo o UOL, a mídia física de filmes e séries praticamente sumiu das prateleiras brasileiras.

Ainda assim, isso não significa que os DVDs vão desaparecer por completo. O mais provável é que eles deixem de ser um produto de massa. Por outro lado, devem continuar vivos entre colecionadores, cinéfilos e fãs de edições especiais.

Afinal, o streaming trouxe praticidade, mas também criou novas inseguranças, com filmes que entram e saem dos catálogos, assinaturas ficam mais caras e nem sempre o público sente que possui aquilo que assiste.

Nesse cenário, ter um DVD ou Blu-ray pode representar mais do que nostalgia. Também pode ser uma forma de preservar o acesso a uma obra.

Reprodução: Famdvd

Por fim, o futuro dos DVDs parece estar menos nas grandes prateleiras e mais nas coleções. Assim como aconteceu com o vinil, a mídia física pode perder espaço no consumo diário, mas continua viva como memória, objeto de desejo e símbolo de outra forma de consumir cultura pop.

Imagem de capa: G1

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