Spin-off aposta em partidas mais rápidas, progressão permanente e combate ainda mais agressivo nas profundezas de Hoxxes IV
A franquia Deep Rock Galactic sempre se destacou por sua fórmula única de exploração cooperativa, mineração e tiroteios intensos contra hordas alienígenas. Agora, a Ghost Ship Games eleva a experiência com Deep Rock Galactic: Rogue Core, introduzindo uma estrutura roguelite que promete ainda mais velocidade, imprevisibilidade e caos cooperativo.
Diferente de seu predecessor, Rogue Core abandona a exploração mais livre em favor de missões focadas na pressão constante, progressão em runs e sobrevivência em cavernas cada vez mais hostis. O resultado é uma experiência que, embora mantenha a identidade da franquia, adiciona uma camada de urgência que transforma cada descida em um verdadeiro teste de habilidade e coordenação.

Um mergulho mais brutal em hoxxes IV
A narrativa de Rogue Core coloca os jogadores no papel dos Reclaimers, uma força de elite enviada para investigar o misterioso evento conhecido como “The Grayout”, que interrompeu as operações de mineração em Hoxxes IV. A prioridade muda da mera extração de recursos para a sobrevivência e a recuperação de instalações abandonadas.

O clima é visivelmente mais sombrio. As cavernas industriais exalam uma atmosfera sufocante, enquanto as ameaças surgem em um ritmo implacável. O design mais linear das missões intensifica os confrontos, tornando o jogo menos contemplativo e significativamente mais agressivo.
Estrutura roguelite transforma o ritmo
A principal inovação de Deep Rock Galactic: Rogue Core reside em sua estrutura baseada em runs. Cada missão começa com equipamentos básicos, forçando os jogadores a buscarem armas, melhorias e habilidades essenciais ao longo da partida.
Essa abordagem gera uma dinâmica imprevisível: equipes podem se deparar com combinações de poder avassaladoras em uma run, enquanto em outra, a escassez de recursos pode transformar a experiência em uma luta desesperada pela sobrevivência. A progressão permanente é outro ponto crucial; mesmo após falhas, parte da evolução é mantida, desbloqueando melhorias e novas possibilidades para futuras incursões.

Classes ampliam a estratégia cooperativa
O acesso antecipado já oferece cinco classes jogáveis, cada uma com um estilo de combate distinto. O Guardian atua como a linha de frente defensiva pesada; o Falconer utiliza drones para suporte ofensivo e resgate de aliados à distância. O Retcon manipula o tempo, permitindo retornos a posições anteriores para recuperar vida e munição. O Spotter aprimora o combate tático, marcando inimigos e oferecendo suporte de longo alcance, enquanto o Slicer adota uma abordagem agressiva focada no combate corpo a corpo.

Essa variedade reforça a importância da cooperação, especialmente nos níveis mais altos, onde a gestão de recursos e a coordenação de habilidades se tornam essenciais para a sobrevivência.
Vale a pena jogar Deep Rock Galactic: Rogue Core?
Sim, vale a pena jogar, principalmente para quem gosta de experiências cooperativas intensas, partidas imprevisíveis e jogos com forte elemento de progressão roguelite. O grande mérito do spin-off está em conseguir preservar a identidade caótica e divertida da franquia original, mas adaptando tudo para um formato mais acelerado e focado em sobrevivência.
Cada run traz situações diferentes, seja pelas cavernas geradas proceduralmente, pelas builds improvisadas durante as missões ou pela pressão constante causada pelo aumento do nível de ameaça.
Imagem da capa: Divulgação
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