Noruega, que eliminou o Brasil na Copa do Mundo, já venceu um Oscar contra um concorrente brasileiro e agora possui forte candidato à categoria de Melhor Filme Internacional
Quem estava na torcida pelo hexacampeonato da nossa Seleção Brasileira vivenciou mais uma eliminação traumática na Copa do Mundo! O Brasil deu adeus à competição neste domingo (5), após amargar uma derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Com isso, o país emplacou a maior seca de títulos em sua história em Copas: em 2030, completaremos 28 anos sem gritar “É CAMPEÃO!”.
Mas, afinal, o que essa eliminação tem a ver com cinema? Acontece que esta não é a primeira vez em 2026 em que nós brasileiros assistimos a Noruega triunfar enquanto amargamos o sabor da derrota. Quem acompanhou o Oscar esse ano sabe que o Brasil chegou à premiação muito bem representado por “O Agente Secreto“. Porém, o filme com Wagner Moura ficou para trás na categoria de Melhor Filme Internacional, vencida por “Valor Sentimental“, justamente o representante norueguês.
Assim como aconteceu com o Brasil com “Ainda Estou Aqui”, a vitória no Oscar se tornou um feito histórico para a Noruega, que garantiu uma estatueta inédita. Mas o país já busca mais um prêmio e deve chegar nas próximas premiações de Hollywood com um candidato forte: “Fjord“.
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Filme da Noruega com Renate Reinsve desponta como um dos favoritos ao Oscar
Após brilhar em “A Pior Pessoa do Mundo” e “Valor Sentimental”, a atriz norueguesa Renate Reinsve está novamente no centro das atenções por mais uma produção de seu país. Dessa vez, a estrela atua ao lado de Sebastian Stan no longa “Fjord“. O filme do cineasta romeno Cristian Mungiu foi produzido em parceria entre produtoras de seis países: Romênia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e França.
“Fjord” iniciou sua jornada em festivais de cinema com um grande truinfo no Festival de Cannes em maio deste ano. Além da aclamação com a crítica especializada, o longa “fez a limpa” na premiação, conquistando cinco categorias: Prix de la Citoyenneté, Prêmio FIPRESCI, Prêmio do Júri Ecumênico, Prêmio François Chalais, e o principal deles: a Palma de Ouro para “Melhor Filme”.
Entenda a trama de “Fjord”
O longa estende o debate de Cristian Mungiu sobre imigração em sua filmografia. Em “Fjord”, conhecemos a família romena-norueguesa Gheorghiu, formada por Mihai (Stan) e Lisbet Gheorghiu (Reinsve) junto aos seus cinco filhos. Essa família conservadora e profundamente católica deixa a Romênia rumo a um vilarejo em um Fiorde, na Noruega.
A mudança de um país socialmente conservador para uma das nações mais progressistas da Europa ocorre inicialmente de maneira amigável. Os Gheorghiu estabelecem laços com vizinhos apesar de suas diferenças em termos de crença, visão de mundo e forma de criar os filhos.
Porém, “Fjord” aos poucos se torna um drama familiar/judicial que abre debate sobre temas complexos, como as dificuldades de famílias de imigrantes, polarização, intolerância religiosa e até mesmo a instrumentalização da fé como arma política. Tudo isso se desenvolve após um dos filhos do casal ser visto por professores com hematomas no corpo, o que levam os Gheorghiu a encarar uma acusação de suposta agressão, o que resulta na perda da custódia dos filhos.
Imagem de capa: Reprodução/Erling Haaland via X/IMDb
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