Perfekta: Uma Aventura da Escola de Gênios” é um filme que combina diversão e aprendizado de forma leve e envolvente. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff, a história segue os jovens gênios Isa, Tom e Linus, que embarcam numa missão para salvar a memória de Einstein, um robô muito querido da escola. Eles precisam enfrentar desafios no misterioso Laboratório Perfekta e encontrar o cientista recluso Édison Thomas, vivendo várias aventuras no caminho.

O grande trunfo do filme é o jeito simples e acessível com que ele apresenta a ciência para as crianças. Figuras históricas como Isaac Newton, Tesla, Santos Dumont e outros aparecem em forma de androides, o que desperta a curiosidade dos pequenos de maneira divertida e educativa. A história se desenrola de um jeito que mistura bem esses conceitos, e é fácil de entender, sem perder o interesse de quem está assistindo.

Tecnologia e jovens

O filme também levanta uma discussão bem interessante sobre o uso da tecnologia pelos jovens. Enquanto muitos veem a tecnologia como algo que atrapalha, “Perfekta” mostra o outro lado: como ela pode ser uma aliada na educação e no desenvolvimento das crianças, quando usada do jeito certo. Isso foi algo que realmente me pegou, pois traz um equilíbrio importante entre aprender e se divertir com a tecnologia.

Visualmente, o filme é muito bonito. O design do Laboratório Perfekta é cheio de cores vibrantes, e o mundo dos robôs e androides parece bem pensado para atrair o público infantil. As crianças vão se encantar com os cenários e as criações robóticas, enquanto os pais vão gostar de ver um filme que entretém sem subestimar a inteligência dos pequenos.

As atuações de Sophia Rosa, Enzo Ignácio e Murilo Gricolo são ótimas e conseguem passar bem o espírito curioso e aventureiro dos personagens. Romulo Estrela, como o cientista Édison Thomas, traz um toque de mistério que adiciona à trama. E a participação de Bárbara Coura, que estreia no cinema como o androide Sophie Germain, foi uma surpresa divertida e leve.

A trilha sonora de Diogo Poças também cumpre bem o papel de acompanhar as cenas de aventura e emoção, embora eu ache que poderia ser mais marcante em alguns momentos.

Bárbara Coura em sua estreia no cinema como o androide Sophie Germain, com visual futurista em uma cena de 'Perfekta: Uma Aventura da Escola de Gênios'.
Foto: Imagem Filmes

Um filme simples, mas que entrega o suficiente para entreter

A trama, apesar de simples, funciona. Não tem grandes reviravoltas, mas entrega uma história redonda, com começo, meio e fim bem claros, como se fosse um episódio de série. O fato de ser um filme brasileiro nesse gênero, falando de ciência para crianças, é um ponto super positivo. Estamos acostumados a ver filmes internacionais sobre esse tema, e “Perfekta” abre espaço para mais produções nacionais com esse foco.

No geral, “Perfekta” é uma ótima opção para quem quer ver um filme leve, divertido e educativo. Ele consegue despertar o interesse das crianças pela ciência de um jeito lúdico e envolvente, ao mesmo tempo, em que faz os adultos refletirem sobre o papel da tecnologia no aprendizado. Saí da sessão com uma sensação boa, como se tivesse participado de uma aventura divertida e, ao mesmo tempo, educativa.

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