A literatura de entretenimento dominou a lista dos mais vendidos de 2025

Hoje, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro. A data homenageia o dia do nascimento e, coincidentemente, também o dia da morte de William Shakespeare. No Brasil, muitos de nós aprendemos a ler com o auxílio dos gibis da “Turma da Mônica”. Boa parcela da sociedade se tornou leitora graças às obras fantásticas que atravessam gerações, como “Percy Jackson” e “Harry Potter. Assim, essas obras são um ponto importante para a formação de leitores. Seja por terem uma linguagem simples, um enredo instigante ou personagens humanos que aproximam o leitor de suas jornadas, elas ainda hoje são ponto de partida para muitos jovens.

Segundo pesquisa realizada pela Nielsen BookData para a Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Brasil teve um aumento de três milhões de leitores em 2025. Entre os leitores brasileiros, as mulheres representam 61%. Outro fator analisado foi a idade, tendo sido observado assim um aumento de 3,4% no número de leitores entre 18 e 34 anos. Segundo Sevani Matos, presidente da CBL, “criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”.

Mariana Bueno, coordenadora de pesquisa da Nielsen BookData, complementa ao dizer que “os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta. São obras voltadas a um público mais jovem e conectado, o que dialoga diretamente com os resultados observados na pesquisa”. O dado reforça a importância dos best-sellers como porta de entrada para o universo da leitura.

Quais foram as obras mais lidas em 2025

Ainda segundo estudo, os livros de colorir, os famosos Bobbie Goods, dominaram os dois primeiros lugares da lista de mais vendidos do ano passado. Dessa forma, aproximadamente 11 milhões de pessoas, ou seja, 7,1% da população adulta, compraram pelo menos um exemplar. O dado totaliza 40% dos consumidores de livros.

O terceiro lugar ficou com “Café com Deus pai“, de Junior Rostirola, seguido por mais dois volumes de Bobbie Goods, “A psicologia financeira“, de Morgan Housel, “Verity“, de Colleen Hoover, “Elo Monster Books: Flow Pack“, de Enaldinho, “A hora da estrela“, de Clarice Lispector, e “A empregada“, de Freida McFadden. 

Além disso, um ponto importante para a democratização da literatura foi a criação da plataforma MEC Livros, lançada em 6 de abril, que já conta com mais de meio milhão de acessos e 263 obras emprestadas. As cinco obras mais lidas na plataforma são: “Crime e Castigo“, de Fiódor Dostoiévski; “A Cabeça do Santo“, de Socorro Acioli, “Sem Despedidas”, de Han Kang, “A Vegetariana”, também de Han Kang e “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, de J.K. Rowling. 

Portanto, é notório que os best-sellers então ocupam um grande espaço na lista de mais lidos. Assim, seja como um primeiro passo em direção à leitura ou como uma forma de encontrar novos hobbies em meio a uma rotina corrida, esses títulos seguem provando a força da literatura de entretenimento. 

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