O Dia Nacional do Livro é celebrado no Brasil em 29 de outubro, uma data escolhida em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil, que ocorreu em 1810, durante o reinado de Dom João VI. Essa data oferece uma oportunidade significativa para reconhecer a importância da leitura e da literatura na cultura brasileira e global.

Sendo assim, cultivar o hábito da leitura é fundamental, e valorizar a literatura nacional é ainda mais relevante, dada sua diversidade, sofisticação e capacidade de enriquecimento.

Além disso, muitas vezes, ao ler livros de escritores brasileiros, os leitores podem facilmente se identificar com as histórias, personagens e cenários, o que é crucial para criar uma sensação valiosa de representatividade na literatura. Apoiar escritores brasileiros ao adquirir e ler seus livros é um passo fundamental para fortalecer a literatura nacional e reconhecer o talento literário local.

Nesse sentido, a leitura de obras de escritores brasileiros não apenas amplia a compreensão do Brasil e de sua cultura, mas também diversifica o repertório literário e fortalece a produção literária do país.

Portanto, conheça os livros nacionais favoritos das nossas redatoras e adicione novos autores à sua lista de leitura.

“O Meu Pé de Laranja Lima” de José Mauro de Vasconcelos:

Reprodução: Alessandra Danielli

Não é o melhor livro que já li, mas é com certeza o que mais me marcou. Primeiro livro que li na pré adolescência, e a história é linda, posso dizer que hoje tenho certa dificuldade de relembrar todos os detalhes se fosse fazer uma sinopse, mas marcou na alma a emoção que senti em cada página e cada lágrima derramada. Registrado na alma.

Alessandra

O escritor José Mauro de Vasconcelos lançou “O Meu Pé de Laranja Lima” em 1968, um clássico da literatura brasileira com adaptações para a televisão, o cinema e o teatro. A obra é fortemente autobiográfica e demonstra a habilidade de um escritor experiente, ciente do impacto que suas cenas e personagens podem causar nos leitores.

O protagonista, Zezé, tem 6 anos e reside em um bairro modesto na zona norte do Rio de Janeiro. Sua família enfrenta dificuldades devido ao desemprego do pai. Zezé é uma criança travessa, que se recusa a aceitar as limitações impostas pelo mundo ao seu redor. Ele viaja com sua imaginação, brinca, explora, descobre, responde aos adultos, se envolve em confusões e causa pequenos desastres. As surras que recebe de seu pai e de sua irmã mais velha são um tormento, a ponto de fazê-lo desejar desistir da vida.

No entanto, seu amor pelo mundo que ele criou prevalece. Infelizmente, não há cura para a dor e a perda, algo que Zezé descobrirá muito cedo. A alegria e a tristeza se entrelaçam de maneira notável nas páginas deste livro, o que justifica a imensa popularidade que ele alcançou.

“Cavaleiros da Tempestade” de Adriano Rossi:

Reprodução: Amanda Barboza

Cavaleiros da Tempestade me marcou por ter uma narrativa que eu amo, dentro de um universo medieval e ainda sim trazer elementos surpreendentes. Começando que é de um autor independente que conheci através do portal, além de ter a música como fio condutor da narrativa, com muitas cenas surpreendentes. Enfim, a história me conquistou e me deu a possibilidade de entender sobre o quanto os autores brasileiros e independentes têm um universo de coisas para nos ensinar.

Amanda

“Uma vez ouvi que o Rock n’ Roll salvaria o mundo. Essa é a minha interpretação literal da frase”.

Adriano Rossi nos introduz a um mundo fantástico onde os acordes certos podem definir o destino de batalhas. A narrativa não linear nos leva a acompanhar a jornada dos Cavaleiros da Tempestade, uma trupe de bardos guiados pelo Caos. Assim, eles lutam para trazer equilíbrio a um país onde Molitor lidera seus exércitos em um delírio imperialista, buscando impor sua ideia de Ordem a todos.

“Perdida” da Carina Rissi:

Reprodução: Darla Ribeiro

Bom, além de valorizar a obra por ser um livro nacional, a história em si é espetacular! Eu amo esse livro porque ele tem uma mistura do meu estilo de leitura. Além disso, eu sou completamente rendida pelos personagens e por simplesmente conseguir sonhar em um universo que eu gostaria de viver. Eu super me identifico demais com a trama e adoro a escrita da Carina. Enfim, é uma saga que eu levo comigo carinhosamente dentro do meu coração.

Darla

Perdida” é o livro de estreia de Carina Rissi, que estabeleceu a autora como uma das mais queridas entre leitores de todas as idades. Nesta história, conhecemos Sofia, uma mulher da cidade, ligeiramente viciada em tecnologia e cética em relação ao casamento.

Porém, um dia, ao adquirir um celular novo, algo misterioso a transporta para o século dezenove. Ela é acolhida pela família Clarke, e com a ajuda de Ian Clarke, um homem prestativo e atraente, ela começa a agir de forma cada vez mais deslocada. Enquanto busca desesperadamente uma maneira de retornar à sua vida moderna, Sofia encontra pistas surpreendentes, percebendo que seu coração tem outros planos.

“Tudo é Rio” da Carla Madeira:

Reprodução: Jhennifer Kerollyn

Amo a escrita, a delicadeza que ela tem com as palavras, o jeito poético de escrever e a forma com que ela consegue te fazer sentir parte da história. Você mergulha no universo criado por ela e se perde na imensidão da narrativa criada pela autora. Carla Madeira é um sentimento. E eu sou muito fã do trabalho dela.

Jhennifer

“Tudo é rio” representa o livro de estreia de Carla Madeira. A narrativa, madura, precisa e delicada, descreve a história do casal Dalva e Venâncio, cujas vidas são transformadas por uma tragédia decorrente do ciúme doentio do marido. Nesse contexto, Lucy, a prostituta mais depravada e cobiçada da cidade, cruza seus caminhos, formando um triângulo amoroso.

Martha Medeiros elogia a obra na orelha do livro, afirmando: “Tudo é rio é uma obra-prima, e não há exagero no que afirmo.” Ela descreve o livro como uma leitura envolvente, na qual a correnteza dos acontecimentos nos leva até a última página sem dar espaço para respirar. É necessário manter-se à tona, ou afundamos na trama.

A metáfora do rio permeia a narrativa de forma contínua, representando uma correnteza de eventos, emoções e sensações. Ela se manifesta por meio de elementos como suor, saliva, sangue, lágrimas e sêmen, sem recorrer ao sentimentalismo barato, destacando a habilidade dos melhores escritores.

“Nem o Tempo” da Stefancia Cedro:

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Reprodução: Josiane Cândido

O livro “Nem o Tempo” foi a minha porta de entrada para os livros nacionais e nunca mais parei de consumir, comprar e divulgar. Já reli várias vezes e nunca deixa de ser o meu favorito. Me senti tão representada com a aparência da protagonista, fiquei sem palavras com o plot twist e o casal é de tirar o fôlego. Tudo que amo em apenas um livro. Se eu tivesse que escolher apenas um livro para ler pelo resto da minha vida, seria definitivamente esse.

Josiane

Em “Nem o tempo,” duas histórias se entrelaçam em uma trama arrebatadora. Melissa se vê enredada no clichê das histórias românticas ao perceber que está apaixonada por seu melhor amigo, Logan. A cada negação, seus sentimentos se tornam mais evidentes.

Enquanto isso, Giovana experimenta o dilema de um possível delírio ou mentira. Ela acredita estar ficando louca ao reencontrar seu antigo namorado, que, segundo as informações, deveria estar morto. Lembrando-se do seu próprio sofrimento durante seu enterro, e da falta que ele lhe fez nos sete anos desde então, Giovana questiona se está enlouquecendo ou se foi enganada o tempo todo. Independentemente da resposta, esse encontro ameaça deixá-la despedaçada.

“Tudo é Rio” da Carla Madeira

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Reprodução: Lorena Freitas

Tudo é Rio é romance que emociona e nos faz pensar sobre o amor e a vida. A autora cria três personagens incríveis – Dalva, Venâncio e Lucy – cujas vidas se entrelaçam após uma tragédia. Carla Madeira escreve de maneira fácil e fluida, o que prende o leitor. A história dos personagens aborda temas como amor, paixão, ciúmes, perdão, machismo e violência doméstica. O final do livro gera debates, pois algumas pessoas veem como feliz, enquanto outras veem o oposto. Isso mostra como o livro nos faz pensar e discutir questões importantes.

Resumindo, “Tudo é Rio” é um livro que me conquistou com sua história envolvente e personagens cativantes, estimulou minha reflexão sobre a vida e as emoções humanas. É uma leitura que entretém e faz pensar sobre questões fundamentais da vida.

Lorena

“Fazendo Meu Filme”, da Paula Pimenta

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Reprodução: Maria Eduarda

Acompanhei a trajetória da Fani enquanto vivia a mesma fase. Ao longo dos livros, me apaixonei na história e o romance me marcou profundamente! Os livros se tornaram meus nacionais favoritos e mesmo tendo lido há anos, nunca desapeguei da história.

Maria Eduarda

O livro “Fazendo Meu Filme” cativa os leitores, que o devoram compulsivamente e sentem saudade quando terminam. A história de Fani, repleta de descobertas e anseios típicos da adolescência, envolve a todos de forma bem-humorada e divertida a cada página.

Enfrentando desafios em suas relações com a família, amigas, escola e seu melhor amigo, Fani vê sua vida mudar quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar em outro país. Conversas por telefone, mensagens pelo MSN e bilhetinhos durante a aula passam a girar em torno dessa emocionante jornada. O livro explora o universo de uma jovem cheia de expectativas, dividida entre a continuação de sua rotina atual com amigos, família, estudos e um inesperado novo amor, ou a aventura em outro país cheio de novas possibilidades. Assim, as melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.

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