Nilo César de Mouro Bôto é apaixonado por ficção científica e pelas histórias de origem japonesa, decidiu produzir a série A Sociedade Ômega com objetivo de refletir sobre a situação sociopolítica do Brasil. Em entrevista ao Geek Pop News, Nilo Bôto compartilhou informações sobre seu livro e nos contou um pouco mais sobre sua vida. 

Assim, A Sociedade Ômega é uma distopia nacional que vai conquistar o leitor desde a primeira página.

Confira a entrevista com o autor Nilo C. Bôto:

 Antes de tudo, nos conte um pouco sobre você?

Me chamo Nilo César Bôto, nasci em Sobral, no Ceará, há 37 anos. Lá, passei minha infância e adolescência, além de ter descoberto o gosto pela escrita e escrito o meu primeiro manuscrito nunca publicado. Aos 28 anos, me formei em engenharia civil pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. Daí por diante, comecei a rodar o Brasil trabalhando em vários estados exercendo a minha profissão, mas nunca deixei de praticar a escrita, a qual tenho como um prazeroso hobby. Em 2021, lancei o meu primeiro livro, “A Sociedade Ômega e o Homem com escapulário de prata”, e, em 2022, lancei o segundo livro, “Radioativa”, sobre a conspiração do multiverso. Ambos são ficção distópica, parte da saga A Sociedade Ômega.

O que te fez seguir a carreira de escritor?

Escrever me faz muito bem, é mais que um hobby. Eu diria que escrever, pra mim, é uma terapia. Assim eu comecei a desenvolver histórias e colocá-las no papel, de modo que não foi nada planejado. Eu diria que aconteceu, a escrita na minha vida aconteceu. E sabe aqueles acasos que são surpreendentemente agradáveis? Esse é o caso.

O livro “A Sociedade Ômega e o Homem com Escapulário de Prata” é a sua maior obra? Nos conta um pouco do processo criativo da escrita do livro.

“A sociedade Ômega e o Homem com o Escapulário de Prata” é o meu primeiro livro publicado, é também o primeiro livro de uma saga distópica que possui 22 volumes. Trata-se de um multiverso literário que envolve distopia, fantasia, ficção e aventura. Ele nasce da ideia de luta pela liberdade, que eu acredito ser o nosso maior bem, localizado cronologicamente em uma era pós-apocalíptica e com o seu panorama político com uma pegada cyberpunk. É o ambiente que julguei perfeito para contar a história de um grupo de jovens que luta para libertar o povo remanescente da terra das mãos de um governante absolutista.

O que te inspirou a desenvolver a narrativa do livro? E qual foi a maior dificuldade em retratar o país em um futuro distópico?

Falar do futuro é sempre algo bem abstrato, mas que me chama muito atenção e, ao longo da saga, vai estar muito, e cada vez mais, presente. Mas tenho que admitir que a ausência de algo concreto, tendo como opção um conjunto de expectativas e perspectivas, amedronta qualquer criador, restando a si mesmo criar uma ideia de futuro tangível e compreensível para o leitor. Eu diria que essa é a maior dificuldade. A exemplo disso, eu lembro que a saga “De Volta Para o Futuro” previa que em 2020 não usaríamos mais pneus, os carros já voariam, hoje estamos longe disso. Sobre a parte cultural e comportamental do povo, eu já não acho tão complicado porque essa riqueza cultural do Brasil é algo que mesmo o tempo não conseguiria mudar tão rapidamente. O brasileiro é guerreiro e, no fim, a história é sobre isso, sobre luta.

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A Sociedade Ômega

A literatura nacional não é muito explorada pelos leitores, isso tem sido um desafio?

Sempre. Infelizmente o brasileiro lê cada vez menos. É por essa razão que buscamos sempre trabalhar de forma a chamar a atenção do leitor e a envolvê-lo na história. Mas, para que isso aconteça, é preciso haver um primeiro contato. Com a realidade do nosso país hoje no que se refere a literatura, está, sim, bem difícil.

Existem planos de novas obras desse mesmo gênero? Quais são os seus próximos passos?

Em 2022, lançamos o segundo livro da fase 01 de “A Sociedade Ômega”, seu título é “Radioativa – Sob a Conspiração do Multiverso”, que conta com a continuidade individual de uma das personagens do primeiro livro e o seu caminho até se tornar super-heroína. O livro toca em questões muitos fortes também, como feminismo, homoafetividade, preconceitos e outras questões além do que já se trata no eixo central da saga distópica. Estamos terminando o terceiro livro da fase 01, que se chama “Condor – O Capitão dos Exércitos de Atmos”, em que também se conta a história de um dos cinco jovens. Dessa vez, é sobre Josh e o seu caminho até se tornar super-herói e retornar para Ômega. Ao todo, serão 22 volumes.

O que você diria para quem está começando a escrever?

Não desista.

Por último, onde os leitores podem te encontrar e saber mais sobre seu trabalho?

Nos perfis oficiais da saga no Instagram e Facebook, além do link de venda no site da Amazon e no site da editora Uiclap.

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