Simuladores de gerenciamento costumam conquistar justamente pela sensação de progresso constante, aquela vontade de otimizar cada detalhe e transformar um pequeno negócio em um império. Movierooms: Cinema Management tenta seguir esse caminho ao colocar o jogador no comando de uma rede de cinemas atravessando diferentes épocas da história do entretenimento. A proposta é interessante no papel, mas a execução ainda está longe de convencer.

Desenvolvido pela Mad Pumpkins GameStudio, o título aposta em um sistema de administração focado na construção de salas, contratação de funcionários e organização de sessões de filmes. O jogo também promete um modo histórico, passando por diferentes períodos da indústria cinematográfica, além de um sandbox totalmente livre para quem prefere apenas montar seu próprio cinema.

O problema é que, na prática, quase tudo parece superficial.

A dinâmica de gameplay rapidamente se torna repetitiva e sem emoção. Mesmo tentando trazer elementos clássicos dos tycoons, como gerenciamento de equipe, satisfação do público e expansão do negócio, falta profundidade para transformar essas mecânicas em algo realmente envolvente. As decisões raramente passam a sensação de impacto e boa parte das atividades parece funcionar apenas no automático.

Visualmente, Movierooms também deixa a desejar. Os gráficos são bastante simples e limitados, com cenários pouco detalhados e uma interface que transmite mais a sensação de protótipo do que de um jogo em acesso antecipado prestes a conquistar espaço no gênero. Existe um certo charme na proposta inspirada na história do cinema, especialmente nas referências às diferentes eras da indústria, mas isso não é suficiente para sustentar a experiência por muito tempo.

Outro ponto que pesa contra o jogo é o estado técnico. Mesmo com melhorias implementadas durante o período beta, ainda existem diversos bugs perceptíveis durante a jogatina. Problemas de interface, comandos inconsistentes e pequenas falhas de comportamento dos sistemas acabam quebrando ainda mais o ritmo de uma experiência que já carece de estímulo.

Isso não significa que o jogo seja completamente descartável. Existe um público que pode encontrar aqui um passatempo casual e descompromissado, especialmente quem gosta de simuladores leves para jogar enquanto relaxa sem grandes objetivos. O conceito tem potencial e a ideia de atravessar períodos históricos do cinema pode render algo interessante no futuro, principalmente se a equipe realmente continuar ouvindo o feedback da comunidade, como prometido no material oficial.

Por enquanto, porém, Movierooms: Cinema Management parece mais uma base de ideias do que um simulador realmente sólido. Falta personalidade, falta profundidade e, principalmente, falta aquele fator que faz o jogador querer continuar investindo horas no crescimento do seu cinema virtual.

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