O novo livro de Bárbara Carine, “Raça social: Uma leitura sobre a racialidade brasileira“, aborda a identidade racial brasileira de um ponto de vista histórico e político. Ganhadora do Jabuti de Educação em 2024, Bárbara então fala sobre como a raça faz parte da construção da sociedade. Nesse sentido, o livro propõe uma reflexão acerca dos sistemas da parcela branca e negra no país, passando por políticas públicas até o movimento NeoPardo.

Ao longo da obra, a autora investiga o termo pardo na definição de identidade racial. Segundo Bárbara, “a partir do momento em que as pessoas querem sequestrar o termo ‘pardo’ e continuar se beneficiando das políticas públicas, elas estão corrompendo essa ferramenta”. Ela então reflete sobre os neopardos. A nomenclatura engloba aqueles que se identificam com a lógica de que a miscigenação deveria bastar como forma de classe racial, ideia criticada por Bárbara. 

Assim, desenvolvendo o conceito de parditude durante todo o texto, a autora levanta a reflexão sobre como determinadas nomenclaturas estão facilitando que pessoas privilegiadas tenham acesso a políticas públicas voltadas para um povo marginalizado pela sociedade.

Sobre a autora

Além de autora, Bárbara Carine é professora da UFBA e idealizadora da Escola Maria Felipa, a primeira escola afro-brasileira do país. Com doutorado em Ensino de Química, ela atua também na área da filosofia.

Como ser um educador antirracista“, obra escrita por Bárbara, foi responsável por mudanças importantes em escolas de todo o território nacional. Hoje, Bárbara Carine é referência nacional em pedagogia antirracista e ciência inclusiva, sendo presença ativa em debates sobre diversidade racial e educação.

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