Tema deste ano homenageia os 300 anos de Pirenópolis (GO)

A 16ª Festa Literária de Pirenópolis (FLIPIRI 2026) começa hoje. Até o dia 7 de novembro, o público poderá conferir novos lançamentos, apresentações musicais, filmes, exposições e conversas que valorizam não apenas a literatura, mas o melhor de toda a cultura goiana.

Com programação gratuita e aberta ao público, o evento acontece nos principais edifícios do Centro Histórico de Pirenópolis (GO). O tema deste ano é “Raízes e Memórias – Vem 300!” (uma celebração rumo aos 300 anos da cidade), e a grande homenageada desta edição é a escritora e jornalista goiana Maria José Silveira.

Nascida em Jaraguá (GO) em 1947, Maria José Silveira também atuou como tradutora, editora e redatora publicitária. Formada em Antropologia pela Universidade Nacional Maior de São Marcos, no Peru, a autora possui pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo (USP).

Em 2002, ganhou o prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por seu romance de estreia, “A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas”. Além disso, foi finalista dos prêmios Jabuti e Oceanos com a obra “Maria Altamira” (2020). A programação completa está no site oficial do evento.

Carolina Santos realiza lançamento especial na 16ª Flipiri

Créditos: Divulgação

Um dos lançamentos previstos para o evento será da escritora e socióloga goiana Carolina Santos. A  vencedora do 2º Prêmio Tato Literário lança “Bocas Mestiças”, obra que reúne contos escritos ao longo de 12 anos sobre identidade, ancestralidade e resistência no Brasil contemporâneo. 

“Bocas Mestiças” conquistou o Tato Literário na categoria Contos, sendo uma prosa que transita entre realismo, lirismo e elementos fantásticos. O lançamento acontece no último dia da FLIPIRI (07/11) às 9h30 da manhã no Cine Pireneus (Rua Direita), no Centro Histórico de Pirenópolis, ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário.  [

Radicada em Brasília, Carolina Santos é mestre em Literatura Pós-Colonial e Estudos de Gênero pelas universidades de Bolonha e Granada. Sua ficção dialoga com os feminismos, a colonialidade e as paisagens do Cerrado brasileiro. É vencedora dos prêmios Agente Jovem de Cultura (2011), Expressões Culturais Afro-Brasileiras (2012) e do Tato Literário (2025), e foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura em 2014.

Imagem de capa: Site oficial da FLIPIRI | Foto: Gabriella Parrode