O novo “Todo Mundo em Pânico” promete satirizar absolutamente tudo que dominou o horror moderno, de “Corra!” e “Midsommar” até “Backrooms”, TikTok, true crime e o terror psicológico da geração A24.

Depois de anos desaparecida, a franquia “Todo Mundo em Pânico” (Scary Movie) finalmente está voltando e, pelo visto, pronta para zoar absolutamente tudo que dominou o terror nos últimos anos. O novo filme promete resgatar o espírito caótico das primeiras produções, mas atualizado para uma geração que cresceu entre trauma psicológico, A24, TikTok, true crime e assassinos virais.

E diferente dos filmes antigos, que satirizavam slashers dos anos 90 e terrores adolescentes, agora o alvo é outro, o terror moderno.

Entre trailers, pôsteres e materiais promocionais, várias referências já apareceram oficialmente. Algumas são óbvias. Outras devem surgir em cenas rápidas, piadas visuais e personagens inspirados em fenômenos recentes do gênero.

Então, se você quiser pegar TODAS as piadas do novo filme, aqui estão os principais títulos que vale revisitar antes da estreia.

A franquia “Pânico” continua sendo essencial

Pânico 7, capa crítica
Pânico. Crédito: Divulgação Paramount Pictures

É impossível falar de Todo Mundo em Pânico sem falar de Pânico. A franquia inteira nasceu praticamente como uma paródia direta do universo criado por Wes Craven e Kevin Williamson.

Agora, o novo filme deve mirar principalmente em Pânico VI e Pânico VII, especialmente por conta da nova geração de personagens, do retorno nostálgico de sobreviventes clássicos e do próprio Ghostface virando praticamente um ícone pop da internet.

Pode esperar piadas sobre “legacy sequels” (sequências de legado), fandom tóxico e personagens traumatizados que insistem em voltar para o mesmo massacre pela sexta vez.

O terror elevado virou alvo fácil

Pecadores capa oscar
Pecadores. Crédito: Warner Bros / Divulgação

Nos últimos anos, o chamado “terror elevado” dominou Hollywood, e claro, que isso virou prato cheio para sátira.

Corra! provavelmente será uma das maiores referências do longa, principalmente pelo impacto cultural gigantesco que teve. O estilo mais psicológico e social de Jordan Peele mudou completamente a forma como o gênero passou a ser visto.

Outro nome praticamente inevitável é Sorria, com seus sorrisos desconfortáveis, trauma psicológico e campanhas virais bizarras.

Já Longlegs deve render ótimas piadas por causa da atmosfera ultra séria, do marketing misterioso e, claro, da performance completamente perturbada de Nicolas Cage.

E tem ainda A Substância, que virou um fenômeno justamente por misturar body horror grotesco, crítica estética e cenas absurdamente desconfortáveis.

Bonecas assassinas, assassinos virais e TikTok

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M3GAN. Imagem: Divulgação

O horror moderno também abraçou completamente a cultura viral da internet, e isso deve aparecer forte no novo filme.

M3GAN praticamente nasceu como meme graças à dança da boneca assassina. Já Terrifier transformou Art the Clown em um fenômeno cult ultraviolento.

Até Wandinha entrou na lista de referências comentadas, especialmente pela estética gótica adolescente e pelas coreografias virais que dominaram redes sociais.

Além disso, também existem rumores fortes envolvendo sátiras de influencers de true crime, streamers de caça-fantasmas e até da obsessão contemporânea por teorias conspiratórias online. Porque hoje o terror não vive mais só no cinema. Ele vive em trend.

O sobrenatural estranho da nova geração

Amy Madigan A Hora do Mal
A Hora do Mal. Crédito: Warner Bros.

Os Observadores e A Hora do Mal representam bem essa nova onda de horror mais contemplativo, misterioso e atmosférico.

Pecadores parece entrar justamente naquela categoria de filmes que misturam simbolismo, tensão psicológica e estética pesada, algo que combina perfeitamente com o tipo de sátira exagerada que a franquia costuma fazer. O visual estilizado, os discursos dramáticos, os personagens intensos e toda a aura “cult” do filme parecem perfeitos para virar piada em “Todo Mundo em Pânico 6”. Principalmente porque o longa rapidamente virou um símbolo dessa nova fase do terror mais sério, simbólico e cheio de metáforas sociais.

E existe espaço para muito mais. Não seria surpresa se aparecerem referências-relâmpago a Five Nights at Freddy’s, Fale Comigo, Pearl ou até Noites Brutais.

Certamente o horror moderno simplesmente ficou estranho demais para Todo Mundo em Pânico ignorar.

Terrifier e o retorno do terror ultraviolento

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Terrifier. Imagem: Reprodução

Art the Clown virou um dos maiores ícones do horror moderno, então seria praticamente impossível “Todo Mundo em Pânico 6” ignorar o fenômeno de Terrifier.

O personagem transformou o gore extremo em cultura pop, misturando violência absurda, humor desconfortável e cenas tão exageradas que muitas vezes parecem uma paródia involuntária de si mesmas.

Isso torna Terrifier um alvo perfeito para a franquia. Dá facilmente para imaginar o novo filme brincando com o excesso de sangue, a brutalidade quase cartunesca das mortes e até a reação exagerada da internet tratando Art como o novo grande slasher da geração TikTok.

De Midsommar a Backrooms: as novas vítimas de “Todo Mundo em Pânico 6”

Florence Pugh como Dani em Midsommar
Florence Pugh como Dani em Midsommar. | Reprodução: A24

Além dos grandes sucessos recentes do terror, “Todo Mundo em Pânico 6” também vai mirar em filmes e fenômenos que dominaram a cultura pop nos últimos anos. Dessa forma, dentre os alvos já identificados estão Midsommar, com seu terror ensolarado e desconfortavelmente ritualístico, Backrooms, explorando o medo dos espaços liminares e corredores infinitos, além de , que virou cult justamente pelo exagero absurdo de suas situações.

O filme ainda deve brincar com o suspense paranoico de Não! Não Olhe! e também com Michael, cinebiografia de Michael Jackson que virou um dos assuntos mais comentados dos últimos meses. A sátira provavelmente vai explorar tanto o tom extremamente dramático da produção quanto toda a aura gigantesca e controversa envolvendo o Rei do Pop.

O novo terror é perfeito para paródia

Por fim, o mais curioso é perceber como o terror mudou desde os primeiros filmes da franquia. Antes, as sátiras eram focadas em assassinos mascarados, adolescentes correndo e personagens tomando decisões absurdas.

Agora, os filmes de horror falam sobre trauma, solidão, redes sociais, ansiedade, aparência, isolamento e paranoia coletiva. São experiências mais silenciosas, estranhas e psicológicas. E é por isso que o novo Todo Mundo em Pânico tem potencial para funcionar tão bem.

Crédito da capa? Divulgação

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