Você sabe o que são os animes isekai? Mesmo que não conheça o termo, você com certeza já viu por aí vários animes em que o personagem principal é transportado para outro mundo. Essas produções têm feito muito sucesso ultimamente, mas você sabia que, no entanto, este não é um gênero novo? A primeira história isekai foi Guerreiro de Outro Mundo (1976), um romance japonês de Haruka Takachiho. Posteriormente, surgiu o anime Aura Battler Dunbine (1983 – 1984), e em seguida diversos outros que podem ter a mesma classificação, como por exemplo Digimon (1999 – 2001) e Inuyasha (2000 – 2010).

Atualmente, um tipo de isekai específico está em alta: os animes em que a protagonista vira vilã, ou que o/a protagonista se apaixona pela vilã. De toda forma, personagens que antes costumavam ser desprezadas agora são o grande foco nessas animações, e estão conquistando completamente o coração dos telespectadores.

As vilãs: a onda de protagonistas femininas nos animes isekai

My Next Life as a Villainess animes isekai
Imagem: Divulgação

Definitivamente, um aspecto interessante nessa tendência é a alta presença de protagonistas femininas. Um bom exemplo é My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!. Nele, acompanhamos uma gamer que reencarna no corpo de Katarina Klaes, a vilã de Fortune Lover. Logo, presa em um jogo de namoro e sabendo que sua personagem não tem um bom final, a garota vai tentar de tudo para mudar seu destino.

Conforme a narrativa se desenvolve, a personagem demonstra cada vez mais carisma, ao passo em que acompanhamos suas tentativas para se livrar de um futuro ruim. Katarina repensa suas ações e traça planos em busca de alcançar esse objetivo, o que resulta em vários momentos divertidos e envolventes. Assim, a trama possui aventura e humor, e oferece uma perspectiva diferente do que estamos acostumados ao se deparar com a realidade de uma vilã.

me apaixonei pela vilã animes isekai
Imagem: Divulgação

Outro isekai famoso e com protagonismo feminino é I’m in Love with the Villainess (ou Me Apaixonei pela Vilã), uma produção também do gênero yuri/GL (girls love). Na premissa, a trabalhadora de escritório comum Rae Oohashi acorda no corpo da protagonista do seu jogo otome favorito, Revolution. Para sua alegria, a primeira pessoa que ela vê é a sua personagem favorita, Claire François – a principal antagonista da história! Agora, Rae está determinado a ter um romance com Claire, em vez dos protagonistas masculinos do jogo. Mas como a vilã reagirá a este novo namoro?

Sobretudo, o anime apresenta cenas engraçadas e personagens bem construídos que se destacam na tela e cativam a audiência. Apesar de alguns diálogos que resultam em uma certa vergonha alheia, a presença da dupla Rae e Claire funciona tanto que supera quaisquer pontos negativos. Juntamente com a ambientação e o universo proposto, a animação se destaca e se caracteriza como uma das mais autênticas na categoria.

As malvadas estão em alta

im the villainess so im taming the final boss animes isekai
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Mais um anime com protagonismo feminino é I’m the Villainess, So I’m Taming the Final Boss, uma fantasia romântica. A princípio, confira a sinopse abaixo.

Ao ouvir de seu noivo que ele estava acabando com o noivado, na frente de toda a festa, Aileen Lauren Dautriche ficou tão chocada que relembrou de sua vida passada e entendeu a situação em que se encontrava. Ela estava no mundo de “Regalias de Santos, Demônios e Donzelas”, um jogo otome no qual ela era a vilã encarregada de atrapalhar o romance da protagonista! Aileen sabe que o único destino que resta à sua personagem é uma morte trágica, mas ela bola um plano: fazer Claude, o chefe final do jogo, se apaixonar por ela e ajudá-la a escapar da perdição certeira!

Tal qual, o desafio de Aileen é grande, isso porque Claude é o “rei demônio”, e sua missão acaba não sendo tão fácil de realizar. Devido a isso, há situações cômicas e dinâmicas, levando as coisas para um caminho mais imprevisível e interessante. Por outro lado, I’m the Villainess foi alvo de algumas críticas direcionadas à adaptação do mangá, que se deu de forma mais corrida na animação.

7th Time Loop The Villainess Enjoys a Carefree Life Married to Her Worst Enemy
Imagem: Reprodução

Também enquanto fantasia com romance, há 7th Time Loop: The Villainess Enjoys a Carefree Life Married to Her Worst Enemy! Segue a premissa:

Rishe Irmgard Weitzner, filha de um duque, tem um segredo: ela morreu aos 20 anos e retornou a um momento cinco anos antes, quando seu noivado foi desfeito. Ela já viveu esse loop temporal seis vezes, e viveu esses cinco anos diferentes todas as vezes, como uma comerciante, uma médica, uma criada, uma amazona e muito mais. Agora, em sua sétima chance, ela está determinada a viver até a terceira ridade e passá-la relaxando. No entanto, no momento em que ela foge do castelo com essa decisão em seu coração, ela se depara com o infame e cruel príncipe herdeiro de um reino rival, Arnold Hein! Ele foi quem a matou durante sua vida como amazona, mas agora parece ter desenvolvido um interesse bizarro por ela… e implora para que ela se torne sua esposa. Assim, para se manter viva e evitar uma guerra, Rishe utiliza suas experiências anteriores para começar sua sétima vida como a noiva do príncipe herdeiro de uma nação inimiga!

Nessa narrativa, há o aspecto adicional de viagem no tempo. Como a personagem se encontra em um ciclo temporal, ela precisa se esforçar bastante para encarar cada obstáculo, e assim a trama é repleta de reviravoltas e momentos intrigantes que despertam curiosidade e prendem a atenção.

O estereótipo da vilã: uma garota má?

Essa nova “moda”, por assim dizer, demonstra o grande interesse que há por conteúdos inovadores e que fogem do padrão pré-estabelecido para criar protagonistas. O personagem principal antigamente se resumia ao mocinho ou à mocinha, aqueles com boas intenções e que enfrentavam alguém malvado.

Com o passar do tempo, a criatividade na composição das histórias reinventou as características que concedem a alguém o título de protagonista. Agora, é comum ver antagonistas e anti-heróis fazendo sucesso, e isso não poderia ser diferente no mundo dos animes, que propiciam ainda mais espaço para a imaginação. De forma geral, essa mudança é importante porque demonstra as camadas de humanidade, intenções, perspectivas e vivências desses personagens. Com isso, analisar o cerne das coisas e enxergar além da superfície se torna muito mais viável e mais próximo do real.

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