“Halloween: O Espantalho Assassino” (Die’ced: Reloaded) vem como uma extensão do curta “Die’ced – Short Film” e tenta expandir a mitologia do espantalho assassino, agora num longa-metragem.
O curta-metragem se tornou viral em 2023 e chamou atenção da distribuidora Epic Pictures, que decidiu expandir a trama para um longa-metragem junto ao diretor Jeremy Rudd.
Um típico terror de Halloween

A trama começa nos introduzindo o personagem “Espantalho assassino” enquanto ele é mantido num sanatório e é tratado por um psiquiatra chamado Dr. Graves. O doutor conduz uma análise com o assassino Benjamin e descobrimos mais sobre ele. Dentre as descobertas, temos o fato dele ter assassinado os pais ainda jovem e dele ter distúrbios mentais, que o fazem achar que é uma criança.
Porém, após tentar fazer com que Benjamin se expresse através de desenhos, Graves descobre que Bennie não está totalmente preso e é atacado. Depois de torturar o doutor, Bennie o mata e, em seguida, somos apresentados a uma enfermeira que o ajuda a fugir.
Só então é que nós conhecemos a protagonista Cassandra (Eden Campbell), seu núcleo familiar e os dilemas dela. Dentre eles, temos o abandono da mãe, que ocorreu alguns anos antes, e o pai, que parece esconder algo dela.
E é em meio ao assassino espantalho e a trama pessoal de Cassandra que o diretor-roteirista Jeremy Rudd tenta ancorar a narrativa. Mas será que ele consegue?
Roteiro anêmico e trama tanto faz
O roteiro de Jeremy Rudd carece de mais substância que nos prenda em sua trama, seja ao seu vilão ou a sua protagonista. Algo que não acontece em seus 81 minutos, que parecem sobrar em meio a ideias mal exploradas.
A história de Cassandra se resume unicamente ao segredo que o pai dela guarda e só. Esse não seria um grande problema se a personagem tivesse motivações, desejos e vivesse para além disso, mas não é o que acontece. A única função da personagem é ter esse segredo e ser uma adolescente no Halloween.
Esse problema poderia ser atenuado se a trama desenvolvesse seu antagonista, mas isso também não acontece. O roteiro não parece saber bem o que quer para seu assassino. Ora sendo silencioso e implacável como Michael Myers, ora sendo cômico e sádico como Artie, o palhaço. Ele não precisaria de um jeito óbvio e padrão, mas a ausência de carisma do personagem, torna difícil “simpatizar” com sua figura.
Quanto aos outros personagens, a única função deles parece ser a de compor cena e transmitir uma ou outra informação para a protagonista, mas nada além.
Vale a pena assistir “Halloween: O Espantalho Assassino”?

“Halloween: O Espantalho Assassino” é um filme que sofre com a ausência de conteúdo e com o excesso de conveniências e inverossimilhanças. Essa ausência deixa a impressão de que não havia material para um longa-metragem, o que custou o dinamismo e pontos de interesse da trama.
No entanto, há um uso divertido e interessante de efeitos práticos aqui, algo que traz muita verdade em quase todas as cenas que o espantalho assassina alguém. Os fãs de um bom uso desses efeitos podem encontrar uma boa diversão aqui.
A trilha sonora aposta em músicas repletas de sintetizadores, para emular os anos 1980, mas se ausenta quase totalmente nas cenas de ação. O final abre margem para futuras sequências, algo que é difícil saber se teremos
“Halloween: O Espantalho Assassino” já está disponível para aluguel pela Prime Video.
Halloween: O Espantalho Assassino (Die’ced: Reloaded EUA, 2025, 81 min.)
Direção: Jeremy Rudd
Roteiro: Jeremy Rudd
Elenco Principal: Eden Campbell, Jason Brooks, Jon Meggison, Shayna Jensen
Produção: Jeffrey Decker
Direção de Fotografia: Tylor Jones
Classificação: 16 anos
Distribuição brasileira: Epic Pictures

Crédito da capa: Divulgação/Epic Pictures
Estagiário sob supervisão de Thiago Satiro.
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