A expansão “Jornada dos Milagres” é uma bomba de informação visual mas um bom contratempo dentro do jogo
O jogo brasileiro, Hell Clock, lançado pela desenvolvedora Rogue Snaill, é um RPG de ação e roguelike inspirado na Guerra de Canudos, que ocorreu entre em 1896 e 1897. A história baiana está sendo contada da forma mais intrigante e respeitosa. Este é um game que prende a atenção e faz querer a todo custos ajudar Pajeú.
Hell Clock aborda a história do ex-escravo e combatente da guerra, Pajeú. Assim, a história contra os rastros que a guerra deixou, com isso, Pajeú está em um ”purgatório futurista” repleto de monstros com objetivo de resgatar Antônio Conselheiro. Como também alvar a ameaça assola aqueles que se fizeram presente durante a guerra, com o aprisionamento das almas de Canudos em um ciclo de tormento.
Lançado em 2025, Hell Clock passou por várias atualizações de tirar o fôlego, mas o jogo ganha um grande destaque com a adição das expansões. O foco desta review era apenas a expansão “Jornada dos Milagres” porém foi impossível ignorar as novas atualizações (a última vez que esta redatora abriu Hell Clock foi a muito meses atrás haha), e a expansão “Pesadelo Impossível”.
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Uma experiência ampliada que mantém a diversão
Quando abri o “Hell Clock” para jogar de novo, bateu uma sensação gostosa, por ser um jogo que nunca fica ruim e a cada atualização a experiência fica melhor. Entre isso, é necessário destacar a expansão do mapa, comparado desde a última review publicada no GeekPop News, em junho de 2025. O jogo agora possui uma mapa bem maior que é muito mais divertido.
Antes tinha uma sensação de que apesar de ter muito andares ao longo do jogo, não parecia ter tanto espaço para explorar no mapa. Os andares ou pisos se refere aos níveis do jogo, ao qual cada nível é um piso em que a dificuldade aumenta, novos monstros aparece e alguns boss também.
No entanto, a quantidade de monstro também aumentou absurdamente, as vezes você nem consegue raciocinar o que esta acontecendo no mapa, só começa a ativar os especiais e ir. Mas vale destacar que isso é super positivo, deixando o jogo mais desafiador e divertido.
Só que com muito monstros, a dificuldade também aumenta um pouco e para alguém que vá jogar pela primeira vez, talvez a encontre um pouco de dificuldade em alguns níveis. Já para aqueles que estão acostumados com “Hell Clock”, fica tranquilo de passar, até as fases que antes eram mais difíceis com os “chefões”.
Então acaba que não tem o desgaste de morrer e ter que voltar do início, porque é tudo muito rápido de avançar. Fica também uma dica em uppar a função do portal, que te pula para um andar aleatório. Particularmente acho super útil, pois evita a repetição dos pisos, caso seja algo cansativo.
Não sei o que acontece, mas incrivelmente tenho uma facilidade em morrer no piso 17. (haha)
Jornada dos Milagres
O jogo habilitou duas expansões, entre elas a “Jornada dos Milagres”, que aparece aleatoriamente entre os pisos e você pode decidir se quer interagir com ela ou não. Ela funciona como temporadas, e ficam disponíveis de forma permanente no jogo.
Ao encontrar as estátuas elas irão oferecer o desafio de purificar um “Santuário Divino”. Se aceitar o convite, o personagem entra em uma arena de combate. O primeiro contato achei extremamente confuso, muita informação na tela, o cérebro não conseguiu nem respirar para entender. Porém depois que essa primeira vez passa, fica fácil de compreender a proposta.
A “Jornada dos Milagres” possui missões muito extensas, a sensação que passa é que você luta, luta e luta e parece que não foi o suficiente. Porém, funciona super bem no roguelike, é uma bomba de cor, de monstros, mas não é NADA difícil de finalizar, além dos bônus que recebe, que pode ajudar bastante a build do Pajeú.

Vale super a pena enfrentar os desafios de purificar o santuário, que pode se encarado também como um bônus a mais no game. Uma forma de participar de um desafio diferente enquanto enfrenta o habitual monstros dos pisos. A estética dessa expansão é muito linda, com cores vibrantes e chamativas, deixando um pouco de lado a parte sombria do game.
Em relação ao “Pesadelo Impossível” achei mais cansativa a proposta com uma estética bem agradável. A proposta é dificultar a vida do jogador no piso, com alguns nerfs (ou buffs, depende da sua visão) e novos monstros (tinha um monstro com vários braços armados, wtf!). Porém se fosse para escolher uma das duas expansão para enfrentar ao longo do caminho de Pajeú, escolheria a “Jornada dos Milagres” sem questionar, pois a proposta agradou mais.
Vale a pena jogar “Hell Clock” e suas expansões?
SIM! A reposta sempre será sim. O jogo funciona muito bem com a proposta de roguelike, tem uma história envolvente, uma estética impecável e uma trilha sonora cativante. Além disso, o legal de Hell Clock é a possibilidade de builds e combinações de poderes que o jogador pode fazer. Para aqueles que morrem com facilidade consegue fazer ótimas escolhas para recuperar vida. Enquanto aqueles que gostam de aplicar um dano as opções são bem satisfatórias.
Hell Clock pode ser classificado como um jogo que, mesmo após anos sem jogar, proporciona a sensação de estar experimentando a gameplay pela primeira vez ao retornar. O jogo está disponível na Steam.
Imagem de capa: Hell Clock
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